14 de abril de 2016

Emagrecer: Receita Infalível!


Foi com muito gosto que respondi ao desafio de escrever para o blog da Nutricionista Dr.ª Sandra Almeida (e-nutricionista.blogspot.pt)! Mas sendo psicóloga de formação base com experiência em acompanhamento dietético, a minha “receita” terá outros ingredientes!...

Habitualmente em consultório surgem pedidos, todos Express, para atingir vários objetivos de bem-estar… e não, não vou, não posso “oferecer” uma receita milagrosa para perda de peso… até porque mesmo as receitas de culinária mais perfeitas precisam ser ajustadas, retificadas ao gosto e perfil de cada um, logo a que vos desse não iria funcionar sempre!

Mas realmente existem pormenores que ajudam cada um de nós a vencer os obstáculos emocionais que atrapalham as (muitas) tentativas de atingir um peso mais saudável!  
Como em qualquer receita temos que fazer uma preparação dos ingredientes, para não sair a correr a meio da operação (ou pior) desistir da delícia gastronómica… vamos começar pelos ingredientes necessários, neste caso, questões…

Ingredientes:

·         Porque quero emagrecer? (moda, estética, saúde…) Muitas vezes associamos o sucesso, felicidade, beleza a ser magro, como se esse fosse O TAL fator determinante… (quando for mais magra vou me sentir mais feliz! Vou ter namorada(o)!) mas na verdade é só mais um aspeto (dos muitos) que fazem uma pessoa brilhar!

·         Quero fazer isto por mim ou pelos outros? (namorado, marido, amigas…) Somos subtilmente pressionados continuamente, diariamente a escolher, comprar coisas por influência do marketing, recomendação de amigos… mas nem sempre estamos conscientes de tal, ou quando estamos, nem sempre conseguimos ser assertivos. Antes de começar seja assertivo consigo! Se quer avance, caso contrário… diga “Não, obrigado!”

·         Qual o peso que quero? Depois de definir porque quero, é igualmente importante saber o que quero! Provavelmente já vos aconteceu sair de casa porque precisavam de comprar sapatos, mas queriam aproveitar a época de saldos, pelo que não definiram um caminho… o mais certo é voltarem para casa cheio de compras desnecessárias (e sem os sapatos) ou com muita frustração e sem nenhuma compra feita! Se não sei o que procuro, não sei se já o encontrei…

·         Será o ideal bom para mim? Às vezes o perfeito é inimigo do bom… Ouvimos demasiadas vezes que o peso ideal para esta ou aquela altura é X… mas definir realisticamente o objetivo que quero, que me proponho a seguir, que se ajusta á minha vida, e não só para vestir aquele biquíni nas férias, aquela peça de roupa especial… mas para me sentir bem sempre... Ok, ok quase sempre! 
Por fim, toda a dieta tem um plano de confeção…

Modo de Preparação:

Procure um profissional em quem confie para que possa partilhar TODAS as suas angústias e dificuldades (sim porque o caminho nem sempre é fácil mas é mais “gostoso” quando feito a dois…) sem medo de se sentir avaliada e criticada pelos revés do processo… e quando parece que as “forças” estão a faltar, relembre o que quer e o que a fez decidir (sim, foi uma escolha sua e de mais ninguém!) e continue… e muitos parabéns, porque acabou de descobrir a sua receita para a motivação! 

18 de dezembro de 2015

Será depressão?...



Ultimamente tudo me custa! Não tenho vontade de fazer nada, não me apetece comer, dormir… mas custa-me muito levantar todos os dias, estou sempre com sono… e algumas vezes não me controlo e devoro tudo á minha volta… dizem que estou sempre de mau humor e que já ninguém me atura…

Dou por mim a arrastar-me para todo o lado sem gosto pelas coisas que antes me faziam vibrar! Mas continuo a fazer tudo, o mesmo que antes, mas não tem o mesmo sabor… Se calhar preciso mudar de ares… se calhar já não gosto do mesmo que antes…

Queria ser feliz, queria falar com amigos, queria ficar calado, queria… às vezes dou por mim e estou a sorrir tanto… tão exageradamente alegre que dizem que estou feliz! Ninguém me compreende!......Agora o que eu queria mesmo… não sei…

…Não quero nada… Deve ser do stress. 
Mas não entendo, a pior parte já passou…

Dizem que o que tenho é falta de vontade, preguiça, que sou novo de mais para ter problemas, que não quero é ter trabalho…

Não sei, talvez tenham razão…

Só me apetece fechar os olhos e desaparecer…
                                              

Carta de um adolescente, adulto... tua?

2 de novembro de 2015

A (in)Consciência da Morte



Por estes dias, a consciência da morte está mais presente que habitualmente… despertando a nossa atenção e reflexão para as perdas vividas...para a nossa própria mortalidade!

Fomos educados para a ignorar e estamos tão habituados a pensar na nossa imortalidade que permitimos-nos adiar para um possível (mas ainda inexistente) amanhã:

- Coisas que teríamos que fazer hoje,
- Afetos e a sua expressão,
- Ignorar a beleza que há nossa volta,
- Preocuparmos e queixarmos de coisas ao ponto de ficarmos deprimidos e angustiados… sentindo-nos muitas vezes impacientes e derrotados…

Mas se encararmos todos os dias como mortais conscientes, cada um dará o melhor de si mesmo frente à finitude da vida, sendo mais felizes pela consciência da sua preciosidade!

Porque cada problema analisado à luz da morte fica reduzido à sua real dimensão…

29 de outubro de 2015

Restart



Decerto já o fizeste algumas vezes… começar de novo, do zero… e por isso tiveste que responder incessantemente à mesma questão: “O que quero fazer da minha vida?”

Mas… e quando já não consegues forças para refazer tudo, para te reinventar…

E tudo o que te absorve é o desapego de tudo… de todos… até de ti…

E carregar no botão off torna-se tentador, a resposta certa para tanta coisa errada na tua vida?...

Não é fácil, nem compreensível para os Outros que assistem ao teu desligar, impotentes face à tua irrazoável vontade de morrer…

Esta face da depressão é muitas vezes incompreendido por quem está perto (mas longe de sentir) de alguém que padece dessa perturbação invisível.
Há quem lhe chame o maior mal dos nossos dias, há quem não a considere uma doença “a sério”… mas o certo é que basta abrir os jornais diários para perceber que não é assim tão invulgar o desapego pela vida… e a morte como a única solução, que se torna memória permanente mas turva no registo de quem sobrevive…

23 de outubro de 2015

Ama+bilidade




Aproxima-se a comemoração em muitas escolas do Dia Nacional do Pijama, em que o focus da história deste ano é a amabilidade.
Pus-me a pensar como explicar algo tão complexo e pouco visível às crianças... Principalmente nos dias de hoje, tão repletos de egocentrismo diário…

Não queria só transmitir que é só ser simpático, nem fazer o “jeito” às vontades do Outro…

??????????????????????????

Fui procurar uma definição… e encontrei que com raiz etimológica no latim “amabilitāte” podemos ler no dicionário como “Característica ou atributo de ser amável; afabilidade, ternura ou delicadeza: proferiu-lhe amabilidades; Vocábulo ou comportamento que revela educação, cortesia ou fineza; educação, graciosidade ou cordialidade: demonstrando grande amabilidade, cedeu-lhe o lugar.”
    Comecei a brincar com as palavras, e pensei… porque não simplesmente dividir a palavra… Ama+bilidade. Am(a)… (a)bilidade… Parece com habilidade para amar…

Gostei!

Mas continuei…

E cheguei a Ama+mobilidade… ou seja ama em movimento!

Depois li com mais atenção uma pequena parte no final da definição e descobri… “cedeu-lhe o lugar”. E veio-me à ideia a brincadeira do jogo das cadeiras, mas ao contrário do esperado não ganha quem senta primeiro… mas sim aquele que se coloca no lugar do Outro e cede o seu lugar!... E assim ficou…procura sair do teu lugar (de conforto) e atreve-te a amar o Outro com gestos e palavras…


Ama em movimento!

22 de maio de 2015

Queres ser feliz?…



Acredito que sim… que a vossa resposta a esta pergunta seria um enorme SIM.

Mas a que preço?

Estava a divagar na internet quando li um titulo curioso “Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?”*… fiquei momentaneamente atordoada pensando…

Claro que sim! Não é para isso que cá estamos?

Mas depois de ler a reflexão espelhada no texto compreendi porque fiquei atordoada… talvez pelo mesmo motivo que os pais vão a todo o lado e fazem de tudo (e a qualquer custo) para fazerem felizes os seus petizes… para os fazerem/sentirem felizes como criaturas super, mega fantásticas mas retirando (sem dar conta ou intenção) o direito de se sentirem cansados ou aborrecidos… pensei que era imune…

Esquecemos com uma facilidade estonteante a capacidade criativa das crianças para serem simplesmente felizes, e, por isso desviamos a sua atenção para situações fora delas procurando oferecer-lhes um pouco de felicidade interior… contrassenso, não vos parece?    

Passados anos neste processo transformamos as nossas crianças em (pequenos) adultos que continuam a procurar a felicidade nas coisas, situações fora deles, sem perceberem que o que precisam está dentro deles…

Porque já dizia Leonardo Da Vinci “ A simplicidade é a o último grau de sofisticação”…



Notas:
*http://thesecret.tv.br/2015/02/seu-filho-precisa-mesmo-ser-tao-feliz/

5 de abril de 2015

Frustração: Quando o desejo não vence…


A frustração é uma emoção que surge quando algo que se esperava, desejava não acontece… depende das expectativas criadas face a uma situação, pessoa e que não se cumpriu… mas traduz quase sempre um sentimento de incapacidade para mudar o resultado final!

Quanto maior a expectativa maior a frustração!

Esta pode ter origens diversas e derivar de um obstáculo (algo que te impede de alcançar o que desejas), incompatibilidade entre duas situações com valências emocionais semelhantes negativas ou positivas (ter de escolher e desejar ambas as opções ou ter de escolher entre duas opções quando não se quer nenhuma delas) … seja como for não consegues obter o que desejas!

Seja em criança ou em adulto, a frustração tem um sabor amargo… mas é possível superá-la!

·         Se reconheceres os teus limites (e os da realidade) e os aceitares.
·         Se evitares pensar constantemente na situação que já passou… se já aconteceu nada pode ser feito para a alterar!
·         Se te apoiares nas pessoas que te amam, falando sobre o que sentes. Ajuda a diminuir as emoções mais fortes e a perspetivar a situação.
·         Sendo flexível quando planeares algo. Não apontes uma única opção como solução, para não aumentares demasiado as expectativas sobre esse acontecimento.

·         Por último, aprende com os erros do passado… para não voltares a estar na mesma situação (ou semelhante) no futuro!